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 <title></title>
 <link>http://dl36.dinaserver.com/avantar/rss/opinions</link>
 <description></description>
 <language>gl</language>
<item>
 <title>Recessão nos EUA já vem do ano passado</title>
 <link>http://dl36.dinaserver.com/avantar/opinion/3-12-2008/recessao-nos-eua-ja-vem-do-ano-passado</link>
 <description>&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;Os Estados Unidos estão em recessão desde
dezembro de 2007, segundo um estudo divulgado pelo NBER (Natioanl Bureau of
Economic Research) nesta segunda-feira (1º). O NBER não é um órgão oficial do
governo norte-americano, mas tradicionalmente acompanha os ciclos de produção
do capitalismo americano e analisa os dados que caracterizam os períodos de
crise nos Estados Unidos. A metodologia usada para caracterizar a recessão
difere da tradicional, que define a recessão de forma mecânica como dois
trimestres consecutivos de queda do PIB.&lt;/b&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Na visão do
grupo de economistas que constituem o NBER a recessão começa quando há uma
redução significativa das atividades depois que a produção atinge um pico.
Reunido na última sexta-feira, o órgão concluiu que houve um pico na atividade
econômica dos Estados Unidos em dezembro de 2007, coincidindo com as festas de
fim de ano. Esse pico marca o fim do período de expansão, que começou em
novembro de 2001 e o início de um período de recessão.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;i&gt;Desemprego em massa&lt;/i&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Do ponto de
vista da metodologia oficial, ainda não se pode dizer que os EUA entraram em
recessão, visto que ainda não foram registrados dois trimestres consecutivos de
queda do PIB, critério “clássico” para caracterizar a recessão. Todavia, é
patente que a economia estadunidense enfrenta uma severa recessão. Esta verdade
insofismável pode ser percebida no fato de que já foram destruídos mais de 1,5
milhão de postos de trabalho desde o final do ano passado na terrinha do Tio
Sam. O formalismo da definição oficial está divorciado dos fatos e só serve
para dourar a pílula e disseminar ilusões. 

&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
O comunicado
divulgado pela NBER informa que uma série de atividades econômicas,
especialmente o número de empregados nas folhas de pagamentos das empresas
&amp;quot;atingiu seu pico em dezembro de 2007 e desde então vem registrando queda
todos os meses&amp;quot;.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;i&gt;Enfraquecimento&lt;/i&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Segundo a
NBER, os empregados cortaram 1,2 milhão de empregos ao longo dos 10 primeiros
meses de 2008. A instituição previu que a economia dos EUA irá sofrer a perda
de 325 mil novos postos de trabalho em novembro, o que resultará em mais de 1,5
milhão de postos de trabalho destruídos nos últimos 11 meses. De acordo com a entidade,
a última vez que os Estados Unidos haviam registrado recessão havia sido entre
março e novembro de 2001, ano que foi marcado pelos atentados de 11 de setembro
em Nova York.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Uma análise
mais atenta dos fatos mostra que a crise é também sintomática de uma
enfermidade mais grave que afeta a economia norte-americana e que está
associada à decadência do poderio econômico relativo dos EUA no mundo. A fase
de crescimento durou apenas sete anos, o que configura um contraste
significativo com a expansão dos dois ciclos anteriores (os anos 1990 foram
marcados por 10 anos praticamente ininterruptos de prosperidade). Iniciada no
final de 2001, o ciclo de crescimento morreu antes do alvorecer de 2008.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Além disto,
é preciso levar em conta o caráter parasitário do ciclo econômico, que provocou
uma crônica anemia do setor produtivo e incrementou o PIB à base da expansão da
dívida e do consumo, do comércio varejista e do setor financeiro. A crise
enterrou as esperanças de um relançamento da hegemonia americana e vai
aprofundar o processo de desenvolvimento desigual das nações em detrimento da
potência hegemônica, acelerando o deslocamento do eixo da dinâmica industrial e
do poderio econômica da América para a Ásia e dos EUA para a China.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt; &lt;/b&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&amp;nbsp;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
[Artigo
tirado do sitio web brasileiro ‘&lt;a href=&quot;http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=47590&quot;&gt;Vermelho&lt;/a&gt;’, do 2 de decembro de 2008]
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;


&lt;/p&gt;</description>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1461">crise</category>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1460">economía</category>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1527">Estados Unidos</category>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1464">finanzas</category>
 <pubDate>Wed, 03 Dec 2008 18:08:12 +0100</pubDate>
 <dc:creator>rafa.villar</dc:creator>
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</item>
<item>
 <title>A resaca do festín financeiro</title>
 <link>http://dl36.dinaserver.com/avantar/opinion/3-12-2008/a-resaca-do-festin-financeiro</link>
 <description>&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;Os dous últimos meses foron intensos en
medidas de gran goberno. En intervención pública discrecional. Aquel tipo de
intervención que os monetaristas satanizaron nos inicios da contrarrevolución
neoliberal. Pero xa se sabe que unha cousa son os principios e outra as
necesidades. &lt;/b&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Ningún
liberal se escandalizou pola transferencia masiva de fondos ao capital
financeiro, a salvación de entidades en situación de creba, a redución de tipos
de xuros para alentar o nivel das cotizacións bolsistas... Outra cousa sería se
esta intervención se orientase a garantir rendas salariais e pensións, a
transferir gratuitamente vivendas á xente necesitada. E aínda que tentan
presentar esta intervención como un cortalumes para evitar males maiores á
sociedade, non poderán eludir a verdade espida: o capitalismo liberal volveu
topar cos mesmos problemas que xa provocaron a súa decadencia hai uns setenta e
cinco anos.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
As crises
financeiras foron a tónica do período neoliberal. Pero mentres as anteriores
tiveron o seu epicentro en áreas periféricas (Latinoamérica, Asia, Rusia) ou se
concentraron en empresas específicas (Enron, as puntocom), agora a crise
afectou de pleno ao núcleo central do capitalismo financeiro-especulativo (non
confundir co capital financeiro de Hilferding) que hexemonizou a marcha da
economía neoliberal. Temos bos argumentos para a crítica e a acción. Pero de
momento o que aparecen son novas ameazas sobre a economía real e sobre as
condicións de vida da inmensa maioría da poboación.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
O que se
fixo até o de agora é un plan de rescate do sistema financeiro, en moitos casos
endebedando aos Estados por moito tempo, sen cuestionar as bases organizativas
da estrutura financeira mundial. Non hai garantías de que os inxentes fondos
destinados á salvación bancaria revertan nunha dinamización económica. O buraco
financeiro, a ausencia de transparencia e a desconfianza sobre a fiabilidade
das empresas tradúcese nestes casos en restricións crediticias e “trampa da
liquidez”. Xapón experimentou na década pasada un longo período de xuros cero
sen que isto sacase á súa economía da crise. 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Non hai
tampouco garantías de que a maior liquidez dos bancos non se traduza en novas
operacións especulativas. De feito é o que estivo ocorrendo despois das
numerosas intervencións financeiras públicas das dúas décadas anteriores. Sen
unha intervención pública directa e sen un desmantelamento do ficticio edificio
procreado polo liberalismo financeiro, o perigo de recaídas é evidente. E as
estreitas relacións dos grupos financeiros cos responsábeis políticos que van
negociar a 2refundación do capitalismo” non xeran confianzas. Habería que vetar
a todos os políticos relacionados directamente co mundo financeiro e xubilar a
todos aqueles técnicos, economistas, que colaboraron en lexitimar o modelo
actual (mesmo esixir a devolución de máis dun premio Nobel de Economía, do
mesmo xeito que se esixe cos medallistas olímpicos pillados nun &lt;i&gt;affaire&lt;/i&gt; de dopaxe).
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Aínda que o
sector financeiro está no ollo do furacán, a crise non é simplemente
financeira. O esfarelamento inmobiliario é en gran medida o produto dun
sobreinvestimento sectorial que por forza debía acabar nunha sobreoferta: un
exemplo de libro do que os clásicos chamaban “anarquismo do mercado capitalista”.
A crise de endebedamento é así mesmo o resultado de combinar políticas de
expansión do consumo por unha banda e de distribución cada vez máis desigual da
renda por outro. Sen cambios na distribución da renda e nas pautas do consumo o
endebedamento crecente é inevitábel. E este non pode aumentar indefinidamente.
Sen oportunidades claras de mercado os investimentos colápsanse e a recesión é
inevitable. Non é só o sistema financeiro o que está en crise, aínda que as
restricións do crédito a agudizan.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Neste
contexto o crecemento só podería vir, como foi no pasado, dunha expansión da
demanda pública en forma de máis investimentos en infraestruturas e en servizos
sociais e se cadra en maiores transferencias de renda que aumentasen o consumo.
Pero o dominio da ideoloxía do Estado demediado impide de momento desenvolver
esta política e forza aos Gobernantes a amarrárense ao guión de que fronte á
crise hai que ser austeros. A axuda masiva ao sector financeiro agrava o
problema ao acrecentar o endebedamento público en actividades que ademais non
xeran emprego. Reforzan os argumentos en prol da austeridade e condúcennos a un
labirinto sen saídas: só se nos pide, unha vez máis, que esperemos que o
capital se anime a investir e nos saque a crise. Ou sexa que “o mercado2 (os
capitalistas) siga sendo o axente principal de dirección económica.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Unha
política que non só agoira desemprego masivo, senón que á calor das
dificultades alenta novos ataques aos dereitos sociais. Hai signos en todas as partes:
desde a promesa de Obama de reducir impostos (e xa que logo de bloquear a
necesaria reforma da Seguridade Social e investimento en servizos básicos) até
os signos que se perciben no noso país. Por exemplo que, no protocolario
encontro Zapatero-Rajoy, estes se puxesen de acordo en impulsar a reforma da
Seguridade Social. Ou a renuncia a dar información sobre as entidades
financeiras que reciban axudas (se están en perigo: que as pechen ou as
nacionalicen, non que o agochen!). Ou a parálise do desenvolvemento da lei de
dependencia (unha fonte potencial de emprego e mellora no benestar). Ou o
renacemento das propostas de establecer o copagamento nas visitas á Seguridade
Social (sen tocar en cambio o sistema de gasto farmacéutico, non sexa que os
laboratorios e as farmacias vexan minguados os seus ingresos). A crise non só
pon en perigo o emprego, senón que implica novo retroceso de dereitos sociais.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
A crise pode
ser tamén unha gran coartada para bloquear calquera intento ecolóxico de
racionalización: Presentando como “paralizantes” as medidas de control do
cambio climático e tentando impulsar o crecemento económico nos mesmos sectores
de sempre, como amosa que o plan de apoio ao sector do automóbil anunciado por
Unión Europea. Ou, como teremos ocasión de ver, coa propostas de investimento
en infraestruturas.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Plans
insensatos que de momento teñen pouca resposta social. Ao medo da maioría da
poboación súmase a inexistencia de alternativas de esquerda. Ausencia debida
tanto á debilidade do pensamento crítico e da organización política e social
das clases subalternas como ao sectarismo, autocompracencia e desconfianza
mutua que predominan na maioría de núcleos activos. É hora de impulsar
iniciativas de diálogo, reflexión, elaboración de propostas e mobilización.
Tarefa díficil pero necesaria. Que necesariamente deberá empezar por
iniciativas modestas, pero que debe converter esta crise nunha oportunidade de
rectificación da dinámica social.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Hai ademais
algunhas cuestións sobre as que articular demandas sociais que deberían
implicar mobilizacións, demandas e políticas sociais:
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
- Extensión
dos servizos sociais co fin de aumentar o benestar e xerar emprego;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
- Oposición
aos recortes de dereitos sociais e introdución de medidas para o control das
rendas excesivas e o desmesurado poder do sector financeiro (medidas de
control, transparencia, de limitacións á mobilidade de capitais);
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
-
Investimentos públicos orientados a reorganizar a actividade produtiva en
termos de sustentabilidade ambiental. No mesmo sentido deberían desenvolverse
os plans de reorganización produtiva;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
- Axudas
directas aos afectados pola crise, especialmente ás persoas afectadas polo paro
e/ou a crise hipotecaria;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
- Apoio ás
formas non capitalistas de actividade produtiva (a “economía social” é un bo
terreo de experimentación social);
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
- Unha
reorganización eficaz require unha nova articulación do mundo laboral e a vida
social: a crise non debe acabar tampouco coas mellores políticas de
conciliación da vida mercantil e non mercantil nin coas demandas de igualdade
de xénero;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Non esquezo
que hai outras moitas tarefas que realizar. Pero como da educación e da
innovación xa se encargan outros, coido que unha política das clases
subalternas debe ser insistente nos elementos que quere potenciar. Só se
convertemos propostas de fondo en alternativas concretas e conseguimos unha
mobilización e concienciación social adecuadas poderemos evitar unha nova
catástrofe social. Por iso, hoxe o primeiro paso consiste en tecer os vimbios
básicos dunha adecuada resposta social a unha situación que semella que vai perdurar.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&amp;nbsp;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
[Artigo
tirado da revista ‘&lt;a href=&quot;http://www.ucm.es/info/nomadas/mientrastanto/63.htm#2mt&quot;&gt;Mientras Tanto&lt;/a&gt;’, núm. 63, de novembro de 2008]
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;


&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
            
&lt;/p&gt;</description>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1465">capitalismo</category>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1493">crise económica</category>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1460">economía</category>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1464">finanzas</category>
 <pubDate>Wed, 03 Dec 2008 13:40:17 +0100</pubDate>
 <dc:creator>rafa.villar</dc:creator>
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</item>
<item>
 <title>Euskal Herria: Congreso da central sindical ELA (Non hai outro camiño que o enfrontamento)</title>
 <link>http://dl36.dinaserver.com/avantar/opinion/2-12-2008/euskal-herria-congreso-da-central-sindical-ela-non-hai-outro-camino-que-o-enfronta</link>
 <description>&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;Durante os días 26 e 27 de novembro
realizouse o 12º Congreso de ELA, baixo o lema Langile-Ekin, ao que acudiron
736 congresistas (700 escollidos a partes iguais polas federacións e as
comarcas máis a Comité Nacional). A central ten 12 comarcas e 4 federacións.
ELA representa un 35,64% de todos os delegados e delegadas do País Vasco
(40,28%) e Navarra (21,46%). &lt;/b&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
O encontro
realizouse no Esuskalduna, un edificio dunha fisionomía avanzada, que forma parte
do chamado novo Bilbao, e que tanto remozou a esta cidade entre montes e
deitada nas beiras do Nervión, que se agrandou co bater dos martelos nos Altos
Hornos e no estaleiro Euskalduna. Mesmo estes días ollabase ao lonxe os montes
nevados. Ao encontro asistiron representantes sindicais de 40 organizacións,
entre elas a CIG. O Congreso afondou nos eixos sindicais e políticos definidos
pola central sindical de Euskadi nas últimas décadas, e asemade é un punto de
inflexión, no referente á equipa dirixente, ao deixar o cargo de secretario
xeral (Jose Elorrieta) despois de dúas décadas no cargo, sendo substituído por
Adolfo Muñoz (Chiqui).
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Dous
comentarios á marxe encol do Congreso. Seica o lema Langile Ekin tanto pode
significar “cos traballadores” como “traballadores en ación”. Proxectáronse
varios vídeos, houbo musica e mesmo teatro, onde a temática foi a problemática
laboral, mais tamén a lingua, a represión, a historia, a inmigración,...
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Houbo unha
reunión previa ao Congreso, presidida por Jose Elorrieta, Amaia Muñoa e Adolfo
Muñoz, na que se ofreceu un resume sobre os eixos do que vai ser a ación
sindical de ELA nos vindeiros anos, así como dos resultados dos últimos catro
anos. Encol deste ultimo aspecto salientaron que ELA está rente dos 110.000
afiliados e afiliadas (4.600 máis que fai catro anos), perto dun 10% de todos
os asalariados ocupados do País Vasco e Navarra, e que as mulleres xa
representan un 38% dos sindicalizados. Denunciaron a xudicialización da loita
sindical, que os levou a abandonar o Consello Vasco de Relacións Laborais, e a
utilización do Tribunal da Competencia (nomeado polo Governo Vasco) pra torcer
a prol da patronal os resultados da negociación colectiva en determinados
convenios. Podería parecer que o medre da afiliación non é moi grande porén
debese ter en consideración que a afiliación desta central xa é moi alta, en
comparación con outras centrais sindicais e, asemade, a do País Vasco e
relación coa doutras nacións do Estado Español (Un 29% están afiliados, segundo
unha enquisa do Governo Vasco que se citou).
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Fixeron
ademais mención especial na negociación colectiva a conflitos que se están
alongando no tempo (folgas de ate 9 meses), e aos acordos asinados por centrais
sindicais minoritarias, mesmo nalgúns casos no sector público, algo
especialmente grave xa que o Governo Vasco debe ser garante de criterios
democráticos nas relacións laborais. Entende ELA que ademais de aumentar nas
últimas décadas a precariedade laboral e as desigualdades sociais, por mor da
globalización neoliberal, desde do Governo Vasco favoreceuse esta tendencia que
foi tremendamente negativa pra clase traballadora. Destacaron asemade a privatización
de servizos públicos. Pra os mal informados, e que aínda pensan que ELA é unha
central sindical próxima ao PNV, este Congreso, como os anteriores, amosaron o
enorme divorcio que existe entre ambas organizacións, e o celo co que ELA coida
a súa independencia. Sobre estes temas incidiron moitas das intervencións
durante o congreso, nas que se fixo moito énfase sobre o dado de que un 40% dos
asalariados e asalariadas de Euskadi gañan menos de 1.000 euros ao mes, así
como que nos servizos privados son normais os ingresos de 800 euros ao mes
(malia que o País Vasco ten unha renda moi superior á de Galiza).
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Os
dirixentes do sindicato repetiron con teimosía que o dialogo social está morto
en Euskadi, e que a resposta debese centrar na negociación colectiva e na ación
reivindicativa na rúa a prol de reformas fiscais progresivas e a millora dos
servizos e prestacións publicas. Ou sexa, apostan pola independencia sindical
máis cunha postura activa na vida política, así sen esquecer que deben incidir
arreo nas institucións. Salientaron que os resultados dependen en boa medida da
organización, xa que alí onde hai unha afiliación alta e existe seción sindical
conseguíronse millores convenios colectivos. E, aínda que hai numerosas secións
sindicais constituídas, restan moitas por organizar, o que é un atranco pra que
se podan completar con éxito todos os obxectivos marcados. Adolfo Muñoz fixo
fincapé en que é central pra o sindicato: a afiliación; a estreita colaboración
entre a central sindical e seción sindical na empresa, a seleción axeitada das
reivindicacións en cada caso e a socialización dos conflitos; a realización do
máximo de asembleias e dar pulo á participación.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Nas
intervencións non se fuxiu de falar da loita de clases, porén tampouco da
chamada problemática basca. Afirmouse que ETA é unha traba ao desenvolvemento
do soberanismo en Euskadi, condenáronse con contundencia os atentados, porén
tamén se denunciou que desde o aparello do Estado se utilizaba a Lei
Antiterrorista pra criminalizar a unha gran parte da esquerda atberzale, e que
desde ELA non se ía aceptar con resignación esta dinámica. O Congreso tamén foi
critico co neo-soberanismo que, díxose, utiliza o referendo como un punto de
enganche eleitoral porén que nunca pretendeu levar adiante, deixando que o
tempo evapore a proposta na lembranza colectiva. Tampouco se esqueceu nas
intervencións a necesidade de avanzar cara unha maior unidade na ación sindical
do sindicalismo nacionalista, nomeadamente con LAB.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Ao final do
primeiro día do Congreso, despois do debate do Informe da Executiva, fíxoselle
un emotivo acto de despedida a Jose Elorrieta que ocupou o cargo de secretario
xeral durante dúas décadas. Os Estatutos de ELA marcan a xubilación aos 58
anos. Elorrieta como Adolfo Muñoz estiveron presentes no congreso que refundou
ELA en 1976, e ao que asistiron pouco máis de 180 persoas. A eleición do Comité
Nacional (apresentouse só unha lista) contou co respaldo de máis dun 91% dos
delegadas e delegados asistentes. Enceta así unha nova etapa, e salientaban os
xornais as palabras de Jose Elorrieta que afirmaba que hoxe ELA era unha
organización máis de esquerda e nacionalista. Mais tamén destacaban os meios de
información que non se ían dar cambios na liña que seguira a central nos
últimos anos, na que se apostaba por consolidar un modelo sindical de clase e
soberanista. Adolfo Muñoz (Chiqui) saíu elixido novo secretario xeral (50 anos)
e Amaia Muñoa (34 anos) secretaria xeral adxunta.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
A
intervención da CIG, feita polo secretario xeral do sindicato, Suso Seixo,
centrada na resposta á crise, foi reiteradamente aplaudida, o que amosa o
aprecio existente entre ambas centrais sindicais neste momento, así como os
moitos puntos de coincidencia nas cuestións sociais e na loita a prol da
soberanía nacional. O sindicalismo de Euskadi está preparado pra esta nova
etapa histórica (e a crise do sistema), amosou neste Congreso que ten programa
e discurso, unha organización moi fortalecida, e que fai da mobilización e
participación alicerces da súa practica.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
[Artigo
tirado do sitio web ‘&lt;a href=&quot;http://www.gznacion.com/web/diccionario.php?ide=383&quot;&gt;GZ Nación&lt;/a&gt;’, do 1 de decembro de 2008]
&lt;/p&gt;</description>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1574">congreso</category>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1514">ELA</category>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1515">Euskal Herria</category>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1573">sindicato</category>
 <pubDate>Tue, 02 Dec 2008 18:19:50 +0100</pubDate>
 <dc:creator>rafa.villar</dc:creator>
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</item>
<item>
 <title>A democracia e o pobo</title>
 <link>http://dl36.dinaserver.com/avantar/opinion/2-12-2008/a-democracia-e-o-pobo</link>
 <description>&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;Mercé aos medios de comunicación de masas, a
opinión pública é máis poderosa ca nunca, o cal explica o constante incremento
das profesións que se especializan en influír nela. O que é menos coñecido é o
vínculo crucial entre os medios políticos e a acción directa: unha acción desde
a base que repercute directamente nos que toman as decisións, eludindo os
mecanismos intermedios dos gobernos representativos. Iso resulta máis evidente
nos asuntos transnacionais, nos que non existen eses mecanismos intermedios. &lt;/b&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Todos
estamos familiarizados co que se denominou &amp;quot;efecto CNN&amp;quot; : a
politicamente poderosa, pero completamente desestruturada sensación de que
&amp;quot;algo debe facerse&amp;quot; respecto do Curdistán, Timor Oriental ou outra
zona en conflito. Máis recentemente, as manifestacións en Praga e Seattle amosaron
a efectividade da acción directa ben dirixida por pequenos grupos conscientes
do poder das cámaras, mesmo contra organizacións que foron deseñadas para seren
inmunes aos procesos políticos democráticos, como o FMI e o Banco Mundial.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Todo isto
enfronta á democracia de sino liberal co que se cadra sexa o seu problema máis
serio e inmediato. Nun mundo crecentemente globalizado e transnacional, os
gobernos nacionais coexisten con poderes que teñen tanto impacto coma eles na
vida diaria dos seus cidadáns, pero que están máis aló do seu control. Os
gobernos nin sequera teñen a opción política de abdicar existe a ante tales
forzas que escapan ao seu radio de acción. Cando os prezos do petróleo
aumentan, convición nos cidadáns, mesmo nos executivos das empresas, de que o
goberno pode e debe facer algo respecto diso, aínda en países como Italia, onde
pouco ou nada se espera do Estado, ou como Estados Unidos, onde moitas persoas
non cren no Estado.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Pero que
poderían facer os gobernos? Máis ca no pasado, están baixo a presión crecente
dunha opinión pública continuamente controlada. Iso restrinxe as súas opcións.
Pero os gobernos non poden deixar de gobernar. Ademais, vense alentados polos
seus expertos en relacións públicas para que se amosen gobernando
constantemente, e isto, como amosou a historia británica do século XX, implica
multiplicar xestos, anuncios, e ás veces, mesmo leis innecesarias. E as
autoridades públicas de hoxe vense constantemente enfrontando decisións sobre
intereses comúns, que son de índole tanto técnica como política. Aquí, os votos
democráticos (ou as eleccións dos consumidores no mercado) non son en absoluto
unha guía. As consecuencias ambientais do crecemento ilimitado do tráfico a
motor, e as mellores formas de lidar con elas non poden ser descubertas
simplemente por un referendo. 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Ademais,
estas formas poden resultar impopulares, e nunha democracia é pouco intelixente
dicirlle ao electorado o que non quere oír. Como poden organizarse
racionalmente as finanzas públicas, se os gobernos se autoconvenceron de que
calquera proposta para aumentar os impostos conduce a un suicidio electoral,
cando nas campañas electorais se compite por baixar impostos e os orzamentos
gobernamentais se exercitan no escurantismo fiscal?
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
En resumo, a
&amp;quot;vontade do pobo&amp;quot;, ou como se queira chamar, non pode determinar as
tarefas específicas de goberno. Como apropiadamente observaron Sidney e
Beatrice Webb respecto dos sindicatos, a &amp;quot;vontade do pobo&amp;quot; non pode
xulgar proxectos, só resultados. É inconmensurabelmente mellor votando en
contra que a favor. Cando consegue un dos seus principais triunfos negativos,
como derrocar os réximes corruptos de 50 anos de posguerra en Italia e Xapón, é
incapaz por si mesma de oferecer unha alternativa.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
E aínda así,
o goberno é para a xente. Os seus efectos son xulgados polo que afectan á
xente. Por máis desinformada, ignorante ou mesmo estúpida que sexa a
&amp;quot;vontade do pobo&amp;quot;, e por moi inadecuados que sexan os métodos para
descubrila, é indispensábel. De que outra forma poderiamos definir o xeito en
que as solucións técnico-políticas, por máis expertas e tecnicamente
satisfactorias que sexan noutros aspectos, afectan ás vidas dos seres humanos
concretos? Os sistemas soviéticos erraron porque non existiu unha
retroalimentación de información entre aqueles que tomaban as decisións
&amp;quot;en nome do interese do pobo&amp;quot; e aqueles aos que se impuñan esas
decisións. A globalización do &lt;i&gt;laissez-faire&lt;/i&gt;
dos últimos 20 anos incorreu no mesmo erro.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
A solución
ideal agora está menos que nunca ao alcance dos gobernos. É a solución á que
recorrían no pasado os médicos e os pilotos, e á que segue tratando de recorrer
unha parte ben desconfiada do mundo: a convición popular de que nós e eles compartimos
os mesmos intereses. Nós [o pobo] non lle dixemos [ao goberno] como debe
servirnos -carentes de pericia, non poderiamos-, pero, mesmo que algo saia
verdadeiramente mal, brindámoslle a nosa confianza. Poucos gobernos (para
distinguilos de réximes políticos) gozan actualmente desta fundamental
confianza a priori. Nas democracias de sino liberal, os gobernos raramente
representan a maioría de votos, nin que dicir do electorado. Os partidos de
masas e organizacións, que algunha vez outorgaron aos “seus” gobernos confianza
e apoio constante, deron en esfarelarse. Nos omnipresentes medios de
comunicación, os directores, entre bambalinas, e arrogándose unha idoneidade
competitiva coa do goberno, non deixan de comentar criticamente as actuacións gobernamentais.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
De xeito que
a solución máis conveniente, ás veces a única, para os gobernos democráticos, é
posíbel fóra do alcance da opinión pública e da política, ou polo menos, deixar
de lado os procesos de característicos do goberno representativo. Moitas decisións
políticas serán negociadas e decididas detrás de escena. O que incrementará a
desconfianza cidadá nos gobernos e a mala opinión pública sobre os políticos.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Entón, cal é
o futuro da democracia de sino liberal nesta situación? Coa excepción da
teocracia islámica, en principio ningún movemento político poderoso desafía
esta forma de goberno. A segunda metade do século XX foi a idade dourada das
ditaduras militares. O século XXI non parece demasiado favorábel a elas -ningún
dos estados ex comunistas elixiu seguir por esa vía-, e case todos eses réximes
militares carecen da suficiente coraxe da convición antidemocrática: limítanse
a proclamarse salvadores da Constitución até o día (sen especificar) do retorno
do goberno civil.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Iso é que,
calquera que sexa a súa aparencia antes dos terremotos económicos de 1997-98,
agora resulta evidente que a utopía dun mercado global de &lt;i&gt;laissez-faire&lt;/i&gt; e sen Estado non chegará. A maioría da poboación
mundial, e certamente aquela baixo réximes democrático-liberais que merecen tal
denominación, continuarán vivindo en estados operativamente efectivos, aínda a
pesar de que nalgunhas -e pouco felices- rexións o poder e a administración
estatal se desintegrasen virtualmente. A política continuará. As eleccións
democráticas perdurarán.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
En resumo,
deberemos enfrontar os problemas do século XXI cun conxunto de mecanismos
políticos espectacularmente inapropiados para lidar con eses problemas. Trátase
de mecanismos que están, en efecto, confinados dentro das fronteiras duns
estados nacionais enfrontados a un mundo interconectado, fóra do alcance das
súas operacións. Aínda non está clara a lonxitude do seu radio de acción dentro
do vasto e heteroxéneo territorio que posúe unha estrutura política común como
a Unión Europea. Enfróntanse a e compiten no marco dunha economía globalizada
que opera a través dunhas unidades ben heteroxéneas e para as cales son
irrelevantes a lexitimidade política e o interese común, a saber: as
corporacións transnacionais. Sobre todo, enfróntanse a unha era na que o
impacto das accións humanas sobre a natureza e o planeta se converteu nunha
forza de proporcións xeolóxicas. A solución, ou aínda a simple mitigación,
precisará de medidas para as cales, case con certeza, ningún apoio poderá
atoparse contando votos ou medindo as preferencias dos consumidores. Isto non
mellorará as perspectivas a longo prazo de ningunha democracia no mundo.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Encaramos o
terceiro milenio como o irlandés apócrifo que, preguntado polo mellor xeito de
chegar a Ballynahinch, e tras unha breve pausa reflexiva, espetou: &amp;quot;se eu
fose vostede, non sairía de aquí&amp;quot;.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Pero aquí
estamos, e de aquí partimos.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&amp;nbsp;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt; &lt;/b&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt; &lt;/b&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
[Artigo
tirado do sitio web ‘&lt;a href=&quot;http://www.sinpermiso.info/textos/index.php?id=2209&quot;&gt;Sin Permiso&lt;/a&gt;’, do 1 de decembro de 2008]
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;


&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;</description>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1461">crise</category>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1571">democracia</category>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1570">sociedade</category>
 <pubDate>Tue, 02 Dec 2008 13:39:15 +0100</pubDate>
 <dc:creator>rafa.villar</dc:creator>
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</item>
<item>
 <title>Obama elege os que fracassaram</title>
 <link>http://dl36.dinaserver.com/avantar/opinion/2-12-2008/obama-elege-os-que-fracassaram</link>
 <description>&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;Pretender regular de novo uma economia
mundial que perdeu o norte dando o comando da operação aos que a desregularam
com violência, é como querer apagar um incêndio com gasolina.&lt;/b&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Alguns
esperavam que Barack Obama, o presidente eleito dos Estados Unidos, nomeasse
uma equipe econômica profundamente renovada para poder pôr em marcha um New
Deal. Obama iria mudar o capitalismo, apesar de não eliminá-lo, e instaurar uma
nova era de regulação da economia.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Mas, na
realidade, Obama elegeu os mais conservadores entre os conselheiros democratas,
os mesmos que organizaram uma desregulamentação descontrolada durante a
presidência de Bill Clinton, no final dos anos 90. Quando nos detemos em três
nomes emblemáticos, a coerência de sua eleição é reveladora.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
O primeiro
na linha de saída é Robert Rubin, secretário do Tesouro entre 1995 e 1999.
Desde que chegou ao Tesouro, teve que enfrentar-se com a crise financeira do
México, primeiro grande fracasso do modelo neoliberal nos anos noventa. Depois
impôs, junto com o FMI, um tratamento de choque que agravou as crises produzidas
no sudeste asiático em 1997-1998, e depois na Rússia e América Latina em 1999.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
R. Rubin não
duvidou nunca dos benefícios da liberalização e contribuiu decididamente para
impor à população dos países emergentes políticas que degradaram suas condições
de vida e aumentaram as desigualdades. Nos Estados Unidos, exerceu sua potente
influência para conseguir a revogação da Glass Steagall Act, o Banking Act,
estabelecida desde 1933, e que, em especial, declarou a incompatibilidade do
banco de depósitos com o banco de investimentos.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Deste modo,
a porta ficou aberta para toda sorte de excessos dos financeiros ávidos do
máximo benefício, o que possibilitou a crise internacional atual. Para piorar,
esta revogação do Banking Act permitiu a fusão de Citicorp com Travelers Group
para formar o gigante bancário Citigroup.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Em 2000,
Robert Rubin entrou na direção do Citigroup, que o governo estadunidense acaba
de salvar com urgência em novembro de 2008, garantindo-lhe mais de 300 bilhões
de dólares de ativos.  Apesar disto, R.
Rubin é um dos principais assessores de Barack Obama.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
A segunda
personalidade em cena é Lawrence Summers, herdado do posto de diretor do
Conselho Econômico Nacional da Casa Branca. Sua carreira contém certo número de
manchas que são indeléveis. Em dezembro de 1991, enquanto era economista chefe
do Banco Mundial, Summers ousou escrever o seguinte em uma nota interna: “Os
países com escassa população da África têm uma baixíssima contaminação. A
qualidade do ar é de um nível inutilmente maior que a de Los Angeles ou México.
É necessário induzir o deslocamento das indústrias contaminadoras para os
países menos avançados. Deve existir certo grau de contaminação nos países em
que os salários são mais baixos. Penso que a lógica econômica que disse que os
resíduos tóxicos devem derrubar-se onde os salários são mais baixos é
incontrolável [...] A inquietude [a propósito dos agentes tóxicos] será
evidentemente maior em um país onde as pessoas vivem muitos anos como para
enfermar de câncer, que em um país onde a mortalidade infantil é de 200 em mil
em menores de cinco anos”.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
E disse,
nesse mesmo ano: “Não há [...] limites à capacidade de um apocalipse devido a
um aquecimento global ou a qualquer outra causa é inexistente. A idéia de que o
mundo corre para sua perdição é profundamente falsa. Também é um profundo erro
pensar que deveríamos impor limites ao crescimento devido aos limites naturais,
que além disso é uma idéia cujo custo social seria assombroso se alguma vez se
chegasse a aplicar”. Com Summers no comando, o capitalismo produtivista gozará
de um esplêndido futuro.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Havendo sido
nomeado secretário do Tesouro durante o governo Clinton, em 1999, Summers
pressionou o presidente do Banco Mundial, James Wolfensohn, para que se tirasse
do cargo Joseph Stiglitz, que o havia sucedido no posto de economista chefe e
que era muito crítico com as orientações neoliberais que Summers e Rubin
colocavam em marcha em todas as partes do mundo de onde explodiam incêndios
financeiros.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Depois da
chegada de George W. Bush, Summers continuou sua carreira, convertendo-se em
presidente da universidade de Harvard em 2001, mas se destacou particularmente
em fevereiro de 2005, quando conseguiu inimizade de toda a comunidade
universitária depois de uma discussão na Oficina Nacional de Investigação
Econômica (NBER, em inglês).
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Interrogado
sobre as razões de haver poucas mulheres nos postos elevados no âmbito
científico, afirmou que as mulheres estão menos dotadas que os homens para as
ciências, descartando qualquer outra explicação possível como a origem social e
familiar, ou uma vontade de discriminação. Isto provocou uma grande polêmica,
tanto no interior como no exterior da universidade. Apesar de suas desculpas,
os protestos de um maioria de professores e estudantes de Harvard o obrigaram a
se demitir em 2006.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Se sua
responsabilidade na situação atual ainda não está demonstrada, sua biografia,
que se pode consultar no sitio da internet da universidade de Harvard na época
de sua presidência, confirma que “têm dirigido esforços da partida da mais
importante desregulamentação financeira destes últimos 60 anos”. Não poderia
ser mais claro!
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
A terceira
personalidade elegida por Obama, Timothy Geithner, será nomeado secretário do
Tesouro. Atualmente presidente do Banco Central de Nova York, havia sido
sub-secretário do Tesouro encarregado das Relações Internacionais entre 1998 e
2001, adjunto secessivamente a Rubin e Summers, e ativo, em particular, no
Brasil, México, Indonésia, Coréia do Sul e Tailândia, todos símbolos dos
desastres do neoliberalismo, que sofreram graves crises durante esse período.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
As medidas
promovidas por este trio infernal fizeram recair o custo da crise sobre as
populações destes países. Rubin e Summers são os mentores de Geithner. Agora, o
aluno se une a seus mestres. Ninguém duvida que continuará defendendo as
grandes instituições financeiras privadas, surdo aos direitos humanos
fundamentais, ridicularizado nos Estados Unidos e em qualquer lado devido às
políticas econômicas que defende com veemência.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Pretender
regular de novo uma economia mundial que perdeu o norte dando o comando da
operação aos que a desregularam com violência, é como querer apagar um incêndio
com gasolina.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
*(Asinan
este artigo Damien Millet e Éric Toussaint)
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
[Artigo
tirado do sitio web brasileiro ‘&lt;a href=&quot;http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/analise/obama-elege-os-que-fracassaram&quot;&gt;Brasil de Fato&lt;/a&gt;’, do 1 de decembro de 2008]
&lt;/p&gt;</description>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1461">crise</category>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1460">economía</category>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1527">Estados Unidos</category>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1528">Obama</category>
 <pubDate>Tue, 02 Dec 2008 10:43:48 +0100</pubDate>
 <dc:creator>rafa.villar</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">4706 at http://dl36.dinaserver.com/avantar</guid>
</item>
<item>
 <title>Tamén Grenlandia</title>
 <link>http://dl36.dinaserver.com/avantar/opinion/1-12-2008/tamen-grenlandia</link>
 <description>&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;En 2008 os grenlandeses votaron a súa
ampliación deica abrir a porta á independencia de Kaallit Nunaat para que a
illa máis grande do mundo, escasamente poboada, con pouca vexetación máis aló
da tundra, grandes riquezas minerais e xacementos petrolíferos de primeira
orde, conte con voz propia no concerto das nacións.&lt;/b&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Nunca pensei
que chegaría a sentir envexa (sa, se a hai) dos inuit groenlandeses, xentes ás
que imaxinaba embutidas en abrigos de pel de foca, con raquetas baixo as botas
e máis preocupadas pola pesca e porque a estufa non lles afundise o iglú que
pola independencia do seu iceberg. Errei outra vez.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Desde que
Erik o Vermello, hai máis de mil anos, asentou os seus viquingos nas terras de
Kaallit Nunaat, os inuit viviron baixo o mandato de noruegueses e, até o de
agora mesmo, de dinamarqueses. Foron, pois, descubertos, colonizados e
reducidos á condición de súbditos da Coroa dinamarquesa.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Paisaxes á
marxe, a historia parécese á nosa. Con todos os matices que ten a Historia, abofé.
Tamén a nós nos descubriron –decatáronse de que estabamos aquí- e, logo de mil
e unha vicisitudes, deron en reducirnos á dobre condición de súbditos da
República Francesa e do Reino de España. Niso tivemos peor sorte que os inuit,
como se verá.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
En 1979
Dinamarca concedeu un Estatuto de Autonomía a Grenlandia, o mesmo ano en que o
Reino de España fixo o propio con tres dos sete territorios de Euskal Herria.
Aos navarros impuxéronlles o que chamaron o Amelloramento do Foro e aos vascos
da Euskal Herria continental néganlles mesmo unha Cámara de Comercio
particular.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
E en 2008 os
grenlandeses votaron a súa ampliación deica abrir a porta á independencia de
Kaallit Nunaat para que a illa máis grande do mundo, escasamente poboada, con
pouca vexetación máis aló da tundra, grandes riquezas minerais e xacementos
petrolíferos de primeira orde, conte con voz propia no concerto das nacións,
para que poidan decidir en liberdade a quen e a que prezo venden os seus
arenques, o seu cinc e o seu petróleo. Fixérono por vontade propia e porque
Margarita II de Dinamarca non conta co sustento dunha constitución como a española,
que deixa en mans dos militares a defensa da unidade de España. Nin padece a
obsesión francesa polo control do último recuncho do seu decadente imperio.
Margarita II asumiu con deportividade política a decisión dos inuit de viviren
a súa independencia en liberdade. Se Sarkozy e Juan Carlos Borbón fixesen o
propio, todos, eles e nós, viviriamos mellor.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
E hai outro
elemento que explica a miña envexa. O lema da patria dos inuit: ‘&lt;i&gt;Vil vi aendre vores jord&lt;/i&gt;’, que traducido
quere dicir «Imos cambiar a nosa Terra». Diso se trata.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&amp;nbsp;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
[Artigo tirado do xornal vasco &#039;&lt;a href=&quot;http://www.gara.net/paperezkoa/20081201/109502/es/Tambien-Groenlandia&quot;&gt;Gara&lt;/a&gt;&#039;, do 1 de decembro de 2008] 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;


&lt;/p&gt;</description>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1557">autodeterminación</category>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1555">Grenlandia</category>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1556">independencia</category>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1558">referendo</category>
 <pubDate>Mon, 01 Dec 2008 10:51:07 +0100</pubDate>
 <dc:creator>rafa.villar</dc:creator>
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</item>
<item>
 <title>Terror en Mumbai</title>
 <link>http://dl36.dinaserver.com/avantar/opinion/1-12-2008/terror-en-mumbai</link>
 <description>&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;O ataque terrorista contra os hoteis de cinco
estrelas de Mumbai estaba ben argallado, mais non necesitou de moita loxística
de intelixencia: todos os obxectivos eran doados. O propósito era crear o caos
para atraer as olladas cara á India e os seus problemas e, nese extremo, os
terroristas lograron un éxito total. Pero a identidade do grupo de encarapuchados
de negro segue a ser un misterio.&lt;/b&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Os muxaidíns
Deccan, que afirmaron ser os autores do masacre a través dun correo publicado
en prensa, é en realidade un nome descoñecido, probabelmente elixido para levar
a cabo esta única acción. Porén, as especulacións non paran. Un alto oficial da
Mariña india afirmou que os atacantes (que chegaron nun barco, o MV Alpha)
tiñan vínculos cos piratas somalíes, o que implicaba que podía tratarse dun
ataque en vinganza polo éxito da Mariña india na súa sanguenta intervención no
Golfo Arábigo que produciu numerosas vítimas hai algunhas semanas.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
O Primeiro
Ministro indio, Manmohan Singh, insistiu en que os terroristas tiñan a súa base
de actuación fóra do país. Os medios de comunicación indios fixéronse eco desa
liña argumental sinalando a Paquistán (a través do grupo Lashkar-a-Taiba (1)) e
a Al Qaida como sospeitosos habituais.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Pero esa non
é senón unha meditada elaboración da imaxinación política oficial da India. A
súa función é negar que os terroristas poidan pertencer a unha variedade colleita
da casa, un produto da radicalización de mozos musulmáns indios que abdicaron
do sistema político indio. Aceptar este punto de vista implicaría que os
médicos políticos do país necesitan curarse a si mesmos.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Al Qaida,
como recentemente deixou moi claro a CIA, é un grupo en devalo. Non chegou a
aproximarse nunca a unha situación na que puidese repetir algo vagamente
parecido aos ataques do 11-S.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
É moi probábel
que o seu principal dirixente, Osama bin Laden, estea morto (de feito, non
interveu pondo o seu selo en vídeo ningún neste ano de eleccións presidenciais
en EEUU) e o seu adxunto limítase a recorrer ás ameazas e fanfurriñadas.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
E que hai de
Paquistán? O exército do país está intensamente implicado en accións na
fronteira noroeste, por onde se verte a guerra de Afganistán desestabilizando a
rexión. Os políticos paquistanís actualmente no poder están facendo repetidos acenos
de apertura cara á India. O Lashkar-a-Taiba, que non se amosa habitualmente
nada tímido á hora de proclamar as súas accións, negou con toda rotundidade
implicación ningunha nos ataques de Mumbai.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Por que
suporía unha sorpresa que os autores sexan musulmáns indios? Non é ningún
segredo que se acumulou moita carraxe dentro dos sectores máis pobres da
comunidade musulmá contra a discriminación sistemática e actos de violencia
despregados contra eles, dos cales o &lt;i&gt;pogromo&lt;/i&gt;
anti-musulmán de 2002 na luminosa Gukharat foi só o máis flagrante e máis
investigado episodio, apoiado polo Ministro Xefe do Estado e os aparellos
estatais locais.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Engadan a
isto a chaga de Caxemira, á que as tropas indias viñeron durante décadas
consideraron unha colonia, con continuos arrestos, torturas e violacións
indiscriminados dos seus habitantes. As condicións eran moito peores que no
Tibet, pero conseguiron moi poucas simpatías en Occidente, onde tanto se
instrumentaliza a defensa dos dereitos humanos.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
As
instancias da intelixencia india son moi conscientes de todo isto e xa que logo
non deberían animar as fantasías dos seus dirixentes políticos. O mellor que
poderían facer é dar a cara e aceptar que hai graves problemas dentro do país.
Mil millóns de indios: un 80% de hindús e un 14% de musulmáns. Unha inmensa
minoría que non pode limparse etnicamente sen provocar un conflito moi grande.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Nada disto
xustifica o terrorismo, pero polo menos debería obrigar os dirixentes da India
a dirixiren as súas olladas cara ao seu propio país e cara ás súas situacións
problemáticas. As disparidades económicas son profundas. A absurda idea de que
o efecto &lt;i&gt;pinga&lt;/i&gt; do capitalismo global
resolverá a maioría dos problemas pode considerarse xa como o que sempre foi:
unha folla de parra para ocultar novos modos de explotación.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
____________________________________________________________
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;Nota:&lt;/b&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
(1) Lashkar-a-Taiba
é unha organización musulmá armada que reivindica &amp;quot;a liberación&amp;quot; do
Afganistán e da Caxemira ocupados e que é cualificada como terrorista. Foi
fundada na provincia de Kunar, Afganistán, por Hafiz Muhammad Said. Actualmente
tería a súa base principal preto de Lahore, en Paquistán. Os seus ataques máis
importantes levaron a cabo contra a India e o seu obxectivo principal é pór fin
á ocupación india en Caxemira.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
____________________________________________________________
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&amp;nbsp;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
[Artigo
tirado do sitio web ‘&lt;a href=&quot;http://www.sinpermiso.info/textos/index.php?id=2204&quot;&gt;Sin Permiso&lt;/a&gt;’ do 1 de decembro de 2008]
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;


&lt;/p&gt;</description>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1554">Caxemira</category>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1552">India</category>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1553">terrorismo</category>
 <pubDate>Mon, 01 Dec 2008 10:24:58 +0100</pubDate>
 <dc:creator>rafa.villar</dc:creator>
 <guid isPermaLink="false">4653 at http://dl36.dinaserver.com/avantar</guid>
</item>
<item>
 <title>Entrevista a Noam Chomsky: “Há oportunidades para uma mudança real”</title>
 <link>http://dl36.dinaserver.com/avantar/opinion/1-12-2008/entrevista-a-noam-chomsky-ha-oportunidades-para-uma-mudanca-real</link>
 <description>&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;Uma das
principais mudanças na ordem mundial está sendo vivida agora na América Latina,
diz Noam Chomsky, em entrevista. Para ele, a região está começando a superar
seus problemas internos e sua subordinação ao Ocidente, principalmente em
relação aos EUA. Chomsky acredita que a crise atual traz oportunidades de
mudanças reais na ordem mundial. &amp;quot;Até onde essa mudança pode chegar, isso
depende daquilo que estamos dispostos a empreender&amp;quot;.&lt;/b&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;i&gt;- Como
explicar que, apesar de muita gente ter visto a crise se aproximando, aqueles
que estavam na liderança dos governos e das economias não se mostraram
preparados para enfrentá-la?&lt;/i&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
As bases para a crise eram previsíveis. Um
fator constitutivo da liberalização financeira é que haverá crises freqüentes e
profundas. De fato, desde que a liberalização financeira foi instituída há
cerca de 35 anos, estabeleceu-se uma tendência a incrementar a regularidades
crises, e crises cada vez mais profundas. As razões são intrínsecas e
entendidas: têm a ver fundamentalmente com as bem conhecidas ineficiências dos
mercados. Assim, por exemplo, se você e eu fazemos uma transação, digamos que
me vende um automóvel, podemos fazer um bom negócio para nós mesmos, mas não
consideramos o efeito sobre os outros.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Se eu compro um automóvel, aumenta o uso da
gasolina, aumenta a contaminação, o congestionamento, etc. Mas não levamos em
conta esses efeitos. Isto é o que os economistas chamam de externalidades, que
não são consideradas nos cálculos do mercado. Estas externalidades podem ser
enormes. No caso das instituições financeiras, são particularmente grandes. A
tarefa de uma instituição financeira é assumir riscos. Se é uma instituição
financeira bem administrada, digamos, a Goldman Sachs, ela considerará os
riscos para si própria, mas a expressão crucial aqui é “para si própria”. Não
leva em conta os riscos sistêmicos, os riscos para o conjunto do sistema se a
Goldman Sachs tiver uma perda substancial. Isso significa que esses riscos são
subestimados. Assume-se mais riscos do que se deveria tomar em um sistema
eficiente que leva em conta todas as implicações. Assim, esta fixação errônea
de preços se integra simplesmente como parte do sistema do mercado e da
liberalização das finanças.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Como conseqüência dessa subestimação de
riscos, estes passam a ser mais freqüentes e quando há fracassos, os custos são
mais altos que o esperado. As crises passam a ser mais freqüentes e mais graves
à medida que o alcance e o volume das transações financeiras aumentam. Tudo
isso se amplifica ainda mais pelo fanatismo dos fundamentalistas do mercado que
desmontaram o aparato regulador e permitiram a criação de instrumentos
financeiros exóticos e opacos.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
É um tipo de fundamentalismo irracional porque
fica claro que o enfraquecimento de mecanismos regulatórios em um sistema de
mercado incorpora um risco de crise desastrosa. Trata-se de atos sem sentido,
salvo para o interesse no curto prazo dos senhores da economia e da sociedade.
As corporações financeiras podem, e conseguiram, colher enormes lucros no curto
prazo ao empreender ações extremamente aventuradas, incluindo especialmente a
desregulação, que trazem dano à economia em geral, mas não para elas, ao menos
no curto prazo que é o que orienta o seu planejamento.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;Nos
EUA, os salários reais permaneceram praticamente estancados para a maioria
durante trinta anos.&lt;/b&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Não se podia prever o momento exato de uma
crise severa, nem se podia prever o alcance exato da crise, mas era óbvio que
ela viria. De fato, ocorreram crises sérias e repetidas durante este período de
desregulação crescente. Só que até agora não tinham golpeado tão duramente o
centro da riqueza e do poder, mas sim, sobretudo, os países do chamado terceiro
mundo. Vejamos o caso dos Estados Unidos. É um país rico, mas para uma maioria
substancial da população, os últimos trinta anos provavelmente figuram entre os
piores da história econômica norte-americana. Neste período, não ocorreram
crises massivas, grandes guerras, depressões, etc. No entanto, os salários reais
permaneceram praticamente estancados para a maioria durante trinta anos.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Para a economia internacional, o efeito da
liberalização financeira foi bastante daninho. Líamos na imprensa que os
últimos trinta anos, os do neoliberalismo, mostraram o maior decréscimo da
pobreza na história do mundo, um enorme crescimento, etc. Há algo de verdade
nisso, mas o que falta dizer é que a diminuição da pobreza e o crescimento
ocorreram em países que não seguiram as regras neoliberais, como ocorreu no
leste asiático. E os países que observaram tais regras sofreram gravemente,
como ocorreu na América Latina.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;i&gt;- Joseph
Stiglitz escreveu recentemente que esta última crise marca o fim do
neoliberalismo. Chávez, durante uma coletiva de imprensa, disse que a crise
poderia ser o final do capitalismo. Qual dos dois está mais próximo da verdade?&lt;/i&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Em primeiro lugar, devemos ter claro que o
capitalismo não pode terminar porque nunca começou. O sistema no qual vivemos
deve ser chamado de capitalismo de Estado, não simplesmente capitalismo. No
caso dos Estados Unidos, a economia se apóia muito fortemente no setor estatal.
No momento, há muita angústia sobre a socialização da economia, mas isso é uma
grande brincadeira. A economia avançada de alta tecnologia e similares sempre
dependeu amplamente do setor dinâmico da economia estatal. É o caso da informática,
da internet, da aviação, da biotecnologia, quase tudo o que está à vista.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;Temos
um sistema de socialização dos custos e riscos e privatização dos lucros.&lt;/b&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
O Massachusetts Institute of Technology (MIT),
de onde estou falando, é uma espécie de funil no qual o setor público despeja o
dinheiro e de onde sai a tecnologia do futuro, que será entregue ao poder
privado para que saquem os lucros. Então, temos um sistema de socialização dos
custos e riscos e privatização dos lucros. Isso não ocorre somente no sistema
financeiro, mas em toda economia avançada.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
De modo que, para o sistema financeiro,
provavelmente o resultado será mais ou menos o descrito por Stiglitz. É o final
de uma certa era da liberalização financeira conduzida pelo fundamentalismo de
mercado. O jornal Wall Street Journal lamenta que Wall Street, tal como a
conhecemos, tenha desaparecido com a derrocada da banca de investimentos.
Alguns passos serão dados na direção da regulação. Isso é certo. No entanto, as
propostas que estão sendo formuladas, por mais extensas e severas que sejam,
não mudam a estrutura das instituições básicas subjacentes. Não há nenhuma
ameaça ao capitalismo de Estado. Suas instituições fundamentais seguirão sendo
as mesmas, talvez, inclusive, sem grandes sacudidas. Elas podem ser
reacomodadas de várias maneiras. Alguns conglomerados podem absorver outros,
alguns podem ser semi-nacionalizados tibiamente, sem que isso afete fortemente
o monopólio privado da tomada de decisões.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
No entanto, do jeito que vão as coisas, as relações
de propriedade e a distribuição de poder e riqueza não mudarão
significativamente, embora a era do neoliberalismo, vigente há uns trinta e
cinco anos, seguramente será modificada de maneira significativa. Diga-se de
passagem, ninguém sabe o quão grave essa crise poderá se tornar. Cada dia traz
novas surpresas. Alguns economistas estão prevendo uma verdadeira catástrofe.
Outros pensam que ela pode ser consertada, com um transtorno modesto e uma
recessão, que provavelmente será pior na Europa do que nos Estados Unidos. Mas
ninguém sabe ao certo.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;i&gt;- Na sua
avaliação, veremos algo parecido com a depressão, com pessoas sem trabalho
fazendo grandes filas para conseguir alimentos, nos Estados Unidos e na Europa?
E, se isso ocorrer, veremos uma grande guerra para repor as economias em pé,
uma terapia de choque ou algo tipo?&lt;/i&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Não acredito que a situação seja comparável
com o período da grande depressão, ainda que haja algumas semelhanças com essa
época. Os anos 20 também foram um período de especulação selvagem e de uma
enorme expansão de crédito e empréstimos, com a criação de uma enorme
concentração de riqueza em um setor muito pequeno da população e a destruição
do movimento sindical. Deste ponto de vista, há semelhanças com o período
atual. Mas também há muitas diferenças. Existe um aparato muito mais estável de
controle e regulação, resultante do New Deal, e ainda que tenha se
enfraquecido, boa parte dele permanece intacto.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Além disso, há a compreensão de que os tipos
de políticas, vistas como extremamente radicais no período do New Deal, hoje
são mais ou menos normais. Assim, por exemplo, no recente debate presidencial
dos EUA, John McCain, o candidato da direita, propôs medidas tomadas do New
Deal para enfrentar a crise da habitação. Então, há a compreensão de que o
governo deve assumir um papel importante na gestão da economia e, de fato, os
setores avançados da economia já vivem essa experiência há cerca de 50 anos.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;Há
muita mitologia que precisamos desmontar: Reagan foi o presidente mais protecionista
da história econômica dos EUA do pós-guerra.&lt;/b&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Muito do que se lê sobre isso é pura
mitologia. Por exemplo, lemos que a crença apaixonada de Reagan no milagre dos
mercados agora está sendo atacada. Atribuiu-se ao ex-presidente o papel de
Grande Sacerdote da fé nos mercados. De fato, Reagan foi o presidente mais
protecionista da história econômica estadunidense do pós-guerra. Ele aumentou
as barreiras protecionistas mais que todos os seus precursores juntos. Convocou
o Pentágono a desenvolver projetos para treinar administradores
norte-americanos nos métodos avançados de produção japoneses. Ele também operou
um dos maiores salvamentos bancários da história norte-americana e conformou um
conglomerado baseado no Estado para tratar de revitalizar a indústria de
semi-condutores. De fato, ele acreditava em um governo poderoso, de intervenção
radical na economia. Quando digo “Reagan” refiro-me a sua administração. O que
ele acreditava sobre tudo isso, se é que acreditou em algo, realmente não
sabemos e isso não é muito importante.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Há muita mitologia que precisamos desmontar,
incluindo aí o que diz a respeito do grande crescimento e da redução da
pobreza. Nos próprios Estados Unidos, quando se aplicaram as regras
neoliberais, os resultados foram bastante daninhos para a maioria da população.
Olhando para além da mitologia, podemos perceber que uma economia capitalista
de Estado que, particularmente desde a Segunda Guerra Mundial, dependeu muito
fortemente do setor estatal, agora está voltando a depender do Estado para o
manejo do sistema financeiro que está desmoronando. Por enquanto, não há sinais
de que se produzirá algo parecido com o que ocorreu em 1929.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;i&gt;- Então,
você não considera que estamos nos encaminhando para uma mudança na ordem
mundial?&lt;/i&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Bom, há mudanças muito significativas na ordem
mundial e esta crise talvez contribua para isso. Mas elas estão aí há algum
tempo. Uma das principais mudanças na ordem mundial está sendo vivida agora na
América Latina. Costuma-se dizer que a América Latina é o quintal dos EUA e
que, há muito tempo, é uma região controlada pelos EUA. Mas isso está mudando.
Em meados de setembro tivemos uma ilustração dramática disso.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
No dia 15 de setembro, ocorreu uma reunião da
Unasul, a União das Nações Sul-americanas, da qual participaram todos os
governos sul-americanos, incluindo a Colômbia, atual favorito dos EUA na
região. A reunião foi realizada em Santiago, Chile, outro favorito dos EUA.
Dela, saiu uma declaração muito contundente de apoio a Evo Morales, da Bolívia,
e de rechaço aos setores quase-secessionistas deste país, que contam com o
apoio dos Estados Unidos.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;Evo
Morales respondeu, corretamente, que esta era a primeira vez em 500 anos que a
América Latina havia tomado seu destino em suas próprias mãos.&lt;/b&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Há uma luta muito significativa na Bolívia. As
elites estão se mobilizando pela autonomia e mesmo pela secessão, gerando
fortes níveis de violência com a evidente concordância dos EUA. Mas as
repúblicas sul-americanas assumiram uma postura firme, em apoio ao governo
democrático. A declaração foi lida pela presidente Bachelet, do Chile, uma
favorita do Ocidente. Evo Morales respondeu agradecendo aos presidentes pelo
apoio e assinalou, corretamente, que esta era a primeira vez em 500 anos que a
América Latina havia tomado seu destino em suas próprias mãos, sem a
interferência da Europa nem, sobretudo, dos EUA. Esse é um símbolo de mudança
muito significativo que está em curso, às vezes chamado de “maré rosada”. Foi
tão importante que não foi reportado pela imprensa dos EUA. Há uma frase aqui,
outra ali, que registra que algo aconteceu, mas suprimiram totalmente o
conteúdo e a importância do que ocorreu.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Isso é parte de um processo de longo prazo, no
qual a América do Sul está começando a superar seus enormes problemas internos
e também sua subordinação ao Ocidente, principalmente em relação aos Estados
Unidos. A América do Sul também está diversificando suas relações com o mundo.
O Brasil tem relações cada vez maiores com a África do Sul, a Índia e,
particularmente, a China, país cada vez mais envolvido com investimentos e
intercâmbios com países latino-americanos. São processos extremamente
importantes, que agora estão começando a chegar também na América Central.
Honduras, por exemplo, era a clássica república bananeira. Serviu de base para
as guerras do terror perpetradas por Reagan na região e subordinou-se
totalmente aos EUA. Mas Honduras somou-se recentemente a ALBA, a Alternativa
Bolivariana para os Povos da América, proposta pela Venezuela. É um pequeno
passo, mas não deixa de ser muito significativos.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;i&gt;- Você
acha que estas tendências na América do Sul, como Alba, Unasul e os grandes
acontecimentos na Venezuela, Bolívia e outros países, podem ser afetados por
uma crise econômica da dimensão desta que estamos enfrentando agora?&lt;/i&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Bem, esses países serão afetados pela crise
mas, no momento, não tanto como estão sendo a Europa e os Estados Unidos. Se
olhamos o caso da Bolsa no Brasil, ela caiu muito rapidamente, mas os bancos
brasileiros não estão quebrando. Do mesmo modo, na Ásia, as bolsas estão
declinando agudamente, mas os governos não estão assumindo o controle dos
bancos, como ocorre na Inglaterra, Estados Unidos e boa parte da Europa. Essas
regiões, América do Sul e Ásia, de alguma maneira conseguiram se separar das
calamidades dos mercados financeiros. O que desatou a crise atual foram os
empréstimos subprime para ativos construídos sobre areia, e estes, claro, estão
em mãos de estadunidenses e de bancos europeus. O fato de possuir ativos
tóxicos baseados em hipotecas os envolveu muito rapidamente nestes
acontecimentos. Além disso, os europeus têm suas próprias crises de habitação,
particularmente a Inglaterra e a Espanha.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
A Ásia e a América Latina ficaram muito menos
expostas por terem mantido estratégias de crédito mais cautelosas,
particularmente a partir do descalabro neoliberal de 1997-1998. Um grande banco
japonês, Mitsubishi UFG, acaba de comprar uma parte substancial do Morgan
Stanley, nos EUA. Então, não parece, até agora, que a Ásia e a América Latina
serão afetadas tão gravemente como Estados Unidos e Europa.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;i&gt;- Você
acredita que há uma grande diferença entre Obama e McCain no que diz respeito a
temas como o Tratado de Livre Comércio e o Plano Colômbia? Na Colômbia, pode-se
sentir que o presidente e seus apoiadores estão assustados frente à eleição de
Obama. Sei que você tem a sensação que Obama é como uma folha em branco, mas
pensa que ela fará alguma diferença?&lt;/i&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Com efeito, Obama tem se apresentado mais ou
menos como uma folha em branco. Mas não há motivo para que o governo colombiano
se assuste com sua eleição. O Plano Colômbia é uma política de Clinton e há
muitas razões para supor que Obama será outro Clinton. Ele é bastante
impreciso, a propósito. Mesmo quando explicita políticas, elas se parecem muito
a políticas centristas, como Clinton, que modelou o Plano Colômbia e
militarizou o conflito.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;i&gt;- Tenho,
às vezes, a sensação de que os períodos de Bush se deram em um contexto de
mudança da ordem mundial, tratando de manter o poder com o uso da força, e que,
em troca, Obama pode representar a cara boa para renegociar a ordem mundial.
Qual sua opinião sobre isso?&lt;/i&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
É importante lembrar que o espectro político
nos EUA é bastante estreito. É uma sociedade controlada pelas empresas,
basicamente, é um Estado de partido único, com duas facções, democratas e
republicanos. As facções têm algumas diferenças e estas, às vezes, são
significativas. Mas o espectro é bastante estreito. A administração Bush,
porém, se situava bastante além do final do espectro, com nacionalistas
radicais extremos, crentes extremos no poder do Estado, na violência no
exterior e em um alto gasto governamental. De fato, estavam tão fora do
espectro que foram criticados duramente inclusive por parte do poder, desde os
primeiros tempos.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Seja quem for que assuma o mandato, é provável
que desloque o tabuleiro político para o centro do espectro. Obama talvez faça
isso em maior medida. Diria que, no caso de Obama, haverá algo como um
renascimento dos anos Clinton, adaptado certamente às novas circunstâncias.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;Há
oportunidades para uma mudança real. Até onde essa mudança pode chegar, isso
depende daquilo que estamos dispostos a empreender.&lt;/b&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;i&gt;- Agora
que estamos chegando ao fim da globalização neoliberal, existe a possibilidade
de algo realmente novo, uma globalização boa?&lt;/i&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Penso que as perspectivas hoje estão muito
melhores do que estavam antes. O poder está extraordinariamente concentrado,
mas há mudanças a medida que a economia internacional torna-se mais
diversificada e complexa. O Sul está se tornando mais independente. Mas, se
olhamos para os EUA, mesmo com todo o dano causado por Bush, segue sendo a
maior economia homogênea, com o maior mercado interno, a força militar mais
forte e tecnologicamente mais avançada, com gastos anuais comparáveis aos do
resto do mundo combinados e com um arquipélago de bases militares espalhadas
pelo mundo. Estas são fontes de continuidade, mesmo que a ordem neoliberal
esteja sofrendo uma erosão dentro dos EUA, na Europa e internacionalmente, com
um crescimento da oposição a ela. Então, há oportunidades para uma mudança
real. Até onde essa mudança pode chegar, isso depende da gente e daquilo que
estamos dispostos a empreender.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&amp;nbsp;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 (*Entrevista para a Axencia de Prensa Alternativa Humanista “Sur”
(APAHs))
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&amp;nbsp;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
[Artigo tirado do sitio web brasileiro &#039;&lt;a href=&quot;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15404&quot;&gt;Agência Carta Maior&lt;/a&gt;&#039; do 28 de novembro de 2008]
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;


&lt;/p&gt;</description>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1465">capitalismo</category>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1461">crise</category>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1527">Estados Unidos</category>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1551">globalización</category>
 <pubDate>Mon, 01 Dec 2008 09:59:19 +0100</pubDate>
 <dc:creator>rafa.villar</dc:creator>
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</item>
<item>
 <title>Brasil: Desafios do PT</title>
 <link>http://dl36.dinaserver.com/avantar/opinion/1-12-2008/brasil-desafios-do-pt</link>
 <description>&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;O impulso inicial que deu vida ao PT e
desembocou no governo Lula, se esgotou. O dinamismo, a referência hoje está no
governo e não no PT. Este precisa revigorar-se social e ideologicamente, para
voltar a desempenhar um papel importante no campo político e ideológico do
país, que tem na conjuntura já aberta da sucessão presidencial a maior das suas
batalhas contemporâneas.&lt;/b&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
O PT foi a
maior esperança da esquerda brasileira – e talvez mundial, em um momento de
esgotamento da esquerda tradicional. Depois de mais de duas décadas de
existência, desembocou no governo Lula que, medido pela imagem ideológica que o
partido tinha na sua fundação ou que exibiu na sua primeira década de vida,
seria irreconhecível.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Não se trata
agora de fazer uma breve história do partido e saber onde aquele fio original
foi cortado e outro perfil foi se desenhando. Certamente ele tem a ver com a
projeção da imagem de Lula, por cima e, de certa forma, de maneira independente
do partido. Trata-se agora de tentar entender a situação em que se encontra o
partido – paradoxalmente com um perfil político extremamente baixo, quando Lula
exibe níveis recordes de apoio, de 80%. Em suma, o sucesso do governo não é o
sucesso do PT, que ainda não saiu das duas crises que o envolveram nos últimos
anos.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
O PT sofreu
dois duros golpes desde a vitória de Lula, em 2002. O primeiro, o perfil
assumido pelo governo, com Palocci funcionando quase como um primeiro-ministro
e impondo uma hegemonia neoliberal e continuísta ao governo. Tal como havia se
configurado na parte final e decisiva da campanha eleitoral, se constituiu em
torno de Lula um núcleo dirigente do governo, que tinha em dois dos arquitetos
da vitória – Palocci, com a Carta aos brasileiros, e Duda, com o “Lulinha, paz
e amor” -, referências fundamentais.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Palocci dava
a linha geral, manejava os recursos, impunha – até mesmo a Lula – o discurso
geral do governo. O PT presenciou tudo isso, ferido pela crise de expulsão e
posterior saída de outros de seus membros, impotente. Não conseguir defender a
reforma da previdência, que atentava contra tudo o que havia defendido, nem as
orientações econômicas do duo Palocci-Meirelles, se defendia das posições de
ultra-esquerda, que prenunciavam um caminho de isolamento, sectarismo e
derrota.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Pouco tempo
depois, quando o governo ainda não decolava, veio a chamada “crise do
mensalão”, em um momento em que o partido ainda não tinha se refeito da
primeira crise. Foram os piores anos da história do PT – 2003-2005. A imagem do
partido foi revertida de partido ético, da transparência, para partido
vinculado a negociatas e à corrupção, uma reversão da qual não conseguiu e
dificilmente conseguirá sair. Apesar das eleições internas, que recuperaram um
pouco da auto-estima, sem forjar uma nova direção com capacidade de redefinir o
papel do PT e suas relações com o governo.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Lula e o
governo se safaram da crise a partir dos efeitos das políticas sociais que se
fortaleceram com as mudanças dentro do governo – especialmente a queda de
Palocci e o enfraquecimento das suas orientações dentro do governo – e com o
papel dinâmico que Dilma Rouseff passou a imprimir nas ações governamentais.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Mas, de
alguma maneira o governo se safou com a crise exportada para o PT. A imagem que
ficou foi a de que “os petistas” haviam cometido graves erros, que quase
comprometeram irremediavelmente o governo Lula. E as acusações sobre José
Dirceu e sobre os principais dirigentes partidários confirmavam essa versão. E
o baixo perfil das direções posteriores, tanto a que foi eleita no PEC, quanto
posteriormente pelo Congresso, foram na mesma direção, pelo baixo perfil dessas
direções, pela falta de capacidade de iniciativa política e de mobilização da
própria militância do PT.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
O Congresso,
ao invés de um grande balanço do primeiro governo de esquerda, conquistado ao
longo das lutas de toda a história do PT, acabou sendo mais um acerto de contas
entre as tendências sobre a crise do partido. Criticas à política econômica
reafirmaram certo grau de independência diante do governo, mas em geral a
avaliação deste e, sobretudo, as propostas para o segundo governo, não foram o
centro do Congresso, desperdiçado para recuperar a capacidade de ação do PT.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
No entanto,
os problemas vêm de mais atrás e são mais profundos. A via moderada escolhida
pelo PT já se assentava numa perda do peso da militância jovem e da militância
social, marcante já no Congresso de 2000, realizado em Pernambuco. O partido
perdeu capacidade de empolgar e mobilizar os que lutam ou poderiam ser
despertados para a luta por um outro país, por “um outro mundo possível”. Uma
parte destes trabalham em torno do MST ou de outros movimentos sociais, outros
permanecem no PT, mas sem ímpeto de ação. O envelhecimento interno do partido é
óbvio, não apenas na idade dos seus membros, mas também na falta de idéias, de
criatividade, de alegria, de encarar os novos desafios com um rico e pluralista
debate interno.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
É como se o
PT estivesse ainda sofrendo os efeitos de uma quase morte da experiência de
governo, tivesse se safado por pouco, mas tivesse exaurido suas energias na
sobrevivência, não voltando a ganhar ímpeto, criatividade, iniciativa,
capacidade de liderança e, principalmente, de mobilização de novas camadas.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
A elaboração
de uma plataforma pós-neoliberal e o apoio decidido à organização das bases
sociais pobres que apóiam substancialmente ao governo Lula – se constituem nas
duas maiores tarefas que o PT tem que enfrentar, para se renovar, se revigorar.
Encarar frontalmente o tema da plataforma com que vai lutar para o governo
posterior ao de Lula e recompor suas bases sociais de apoio, na direção das
grande massas do nordeste e das periferias das grandes metrópoles – onde
residem os imensos bolsões de pobreza beneficiados pelas políticas sociais do
governo – para reconquistar energia, capacidade de luta, de mobilização.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Porque o
impulso inicial, o que deu vida ao PT e desembocou no governo Lula, se esgotou.
O dinamismo, a referência hoje está no governo e não no PT. Este precisa
revigorar-se social e ideologicamente, para voltar a desempenhar um papel
importante no campo político e ideológico do país, que tem na conjuntura já
aberta da sucessão presidencial a maior das suas batalhas contemporâneas. É uma
nova grande possibilidade para o PT, onde se disputa o futuro do Brasil na
primeira metade do século – na consolidação, correção de rumos, aprofundamento
das linhas progressistas do governo atual ou no catastrófico retorno do bloco
de direita ao governo.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
O papel do
PT será essencial se assumir a luta pelo cumprimento desses dois objetivos
essenciais: formulação da plataforma pós-neoliberal para a campanha de 2010 e
trabalho duro na organização das grandes camadas pobres que dão sustentação ao
governo Lula.
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
[Artigo
tirado do sitio web brasileiro ‘&lt;a href=&quot;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15400&quot;&gt;Agência Carta Maior&lt;/a&gt;’, do 27 de novembro de
2008]
&lt;/p&gt;</description>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1495">Brasil</category>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1455">esquerda</category>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1549">Lula</category>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1550">PT</category>
 <pubDate>Mon, 01 Dec 2008 09:44:18 +0100</pubDate>
 <dc:creator>rafa.villar</dc:creator>
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</item>
<item>
 <title>Coisas que não mudam</title>
 <link>http://dl36.dinaserver.com/avantar/opinion/28-11-2008/coisas-que-nao-mudam</link>
 <description>&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;A crise
mundial do capitalismo aprofunda-se rapidamente. A crise financeira torna-se
crise da economia produtiva. Multiplicam-se as notícias de recessão económica
nos principais países capitalistas, de grandes empresas em dificuldades, de
despedimentos em massa.
&lt;/b&gt;


&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
A &lt;i&gt;General Motors&lt;/i&gt; foi, durante décadas,
um símbolo maior do triunfante capitalismo dos EUA. Chegou a ser a maior
empresa mundial. Talvez hoje continue a ser um símbolo, mas pelas razões
opostas. Há já algum tempo em dificuldades, anunciou este mês prejuízos
trimestrais de 4,2 mil milhões de dólares e disse que corria o risco de não ter
dinheiro suficiente em caixa para se manter operacional. As vendas da GM estão
a cair a pique e a bancarrota é uma possibilidade real. O preço das suas acções
em Wall Street está no nível mais baixo dos últimos 60 anos (&lt;i&gt;CNN&lt;/i&gt;,
7.11.08). Outro gigante da indústria automóvel está também em apuros: a &lt;i&gt;Ford&lt;/i&gt;
- do também lendário Henry Ford, cuja produção automatizada e altamente
produtiva gerou a expressão «Fordismo» e simbolizou, no início do Século XX, a
impetuosa dinâmica do capitalismo dos EUA. Com perdas trimestrais de 3 mil
milhões de dólares e quebras nas vendas de 25%, a Ford viu o preço das suas
acções cair 70% este ano (&lt;i&gt;Bloomberg&lt;/i&gt;, 7.11.08). Junto com a &lt;i&gt;Chrysler&lt;/i&gt;,
estes colossos do «mercado livre», sempre prontos para proclamar o seu ódio às
intervenções estatais na economia, foram de mão estendida pedir subsídios e
apoios estatais para garantir a sua sobrevivência. Falaram dos 260 000 trabalhadores
da &lt;i&gt;GM&lt;/i&gt; que correm o risco de perder o emprego, e dos muitos outros cujos
postos de trabalho dependem da indústria automóvel. Mas quem viu o filme de
Michael Moore, &lt;i&gt;Roger e Eu&lt;/i&gt;, facilmente se convence que o despedimento dos
seus operários sempre foi a última das preocupações da &lt;i&gt;GM&lt;/i&gt;. O Estado
serve ao grande capital para defender os seus interesses de classe. Que o digam
as 220 das 700 maiores empresas britânicas que, segundo um recente relatório da
Comissão de Contas Públicas do parlamento britânico, não pagaram nem um penny
de imposto sobre as empresas em 2006-07 (wsws.org, 4.11.08). E isso foi no
«tempo das vacas gordas».
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;

&lt;b&gt;O&lt;/b&gt;
maior grupo financeiro dos EUA, o &lt;i&gt;Citigroup&lt;/i&gt;, acaba de receber um pacote
de ajudas de 300 mil milhões de dólares (!) do governo dos EUA. As bolsas
reagiram euforicamente a mais este brinde com dinheiro do contribuinte. Mas a
dimensão do brinde reflecte a dimensão do buraco: o &lt;i&gt;Citigroup&lt;/i&gt;, que este
mês anunciou 53 000 despedimentos, está falido. O Financial Times de 22.11.08
está repleto de títulos pessimistas: «&lt;i&gt;Crise cada vez mais profunda&lt;/i&gt;» do &lt;i&gt;Citigroup&lt;/i&gt;;
«&lt;i&gt;Afundamento da indústria põe o banco Central Europeu sob pressão»; «Dias
negros com advertências de que muito pior está para vir»; «Quando o medo começa
a tomar conta do mundo real&lt;/i&gt;». Falando do índice S&amp;amp;P 500 da Bolsa de
Nova Iorque, escreve o &lt;i&gt;FT&lt;/i&gt;: «&lt;i&gt;A queda, desde o seu pico em Outubro do
ano passado, já excede os 50% […]. Estamos agora, sem margem para dúvidas, no
pior momento da Bolsa desde os anos 1930&lt;/i&gt;». O Comissário da UE para as questões
económicas, Joaquin Almunia, fala do perigo de deflação (&lt;i&gt;Repubblica&lt;/i&gt;,
17.11.08).
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;

&lt;b&gt;O&lt;/b&gt;s
dirigentes do G20 falam em concertar acções para ultrapassar a crise. Mas a
realidade vai ser dura, dolorosa, geradora de conflitos de classe e conflitos
entre potências rivais. O &lt;i&gt;New York Times&lt;/i&gt;, paladino dos «liberais» nos
EUA dedicou um editorial (16.11.08) a dar conselhos ao novo Presidente Obama
sobre questões militares. Com o título «&lt;i&gt;Umas Forças Armadas para um novo e
perigoso mundo&lt;/i&gt;» aconselha mais tropas terrestres, mais capacidade
operacional «irregular» e mobilidade, maior capacidade de intervenção em
qualquer ponto do globo. Confirmando que há coisas que não mudam, o NYT afirma:
«&lt;i&gt;este país tem que estar pronto para combater se for necessário&lt;/i&gt;». Na
lista de potenciais inimigos, junto aos Talibãs e Al-Qaeda, figura «&lt;i&gt;uma
China em ascensão, uma Rússia assertiva&lt;/i&gt;». É esta a «mudança»?
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
 
&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
[Artigo
tirado do sitio web portugués ‘&lt;a href=&quot;http://www.avante.pt/noticia.asp?id=26882&amp;amp;area=24&quot;&gt;Avante&lt;/a&gt;’, núm. 1.826, do 27 de novembro de 2008]
&lt;/p&gt;</description>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1465">capitalismo</category>
 <category domain="http://dl36.dinaserver.com/avantar/taxonomy/term/1461">crise</category>
 <pubDate>Fri, 28 Nov 2008 17:49:35 +0100</pubDate>
 <dc:creator>rafa.villar</dc:creator>
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</item>
</channel>
</rss>
